Inquérito foi remetido ao Ministério Público na última semana; menina foi sepultada em Belém
A Polícia Civil de Canela concluiu as investigações sobre a morte de Melry Mayarisa de Souza Galhardo, de 10 anos, natural do Suriname, que morreu no dia 18 de junho após dar entrada em estado grave no Hospital de Caridade de Canela.
Segundo a Delegacia de Polícia de Canela, o casal que detinha a guarda provisória da menina, e que também era apontado como padrinhos da criança, foi indiciado por tortura com resultado morte.
Conforme a conclusão da investigação, a mulher, identificada pelas iniciais *B.R.N.P., foi indiciada por agir diretamente nas agressões. Já o homem, *I.M.H., foi indiciado por omissão diante dos fatos apurados. Ambos seguem presos preventivamente.
O inquérito foi remetido ao Ministério Público na última semana. Caberá agora ao MP analisar o material produzido pela Polícia Civil e decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.
Menina foi sepultada em Belém
O corpo de Melry passou por exames periciais no Departamento Médico-Legal do Instituto-Geral de Perícias (IGP), com procedimentos realizados em Taquara e em Porto Alegre.
A mãe biológica da menina esteve em Canela há cerca de 15 dias e prestou depoimento à Polícia Civil. Após os procedimentos legais, o corpo de Melry foi trasladado para Belém, no Pará.
A família realizou a despedida em casa, no último dia 1º, e, posteriormente, a menina foi sepultada em um cemitério da capital paraense, sob homenagens de amigos e familiares.
Caso tramita em segredo de Justiça
O caso tramita em segredo de Justiça na 2ª Vara Judicial da Comarca de Canela.
Melry tinha 10 anos e vivia em Canela sob a guarda provisória do casal de padrinhos desde dezembro de 2025. Na manhã de 18 de junho, ela foi levada em estado grave ao Hospital de Caridade de Canela, onde morreu durante o atendimento.
Diante das lesões encontradas e do relato prestado pela criança aos profissionais de saúde, Brigada Militar e Polícia Civil foram acionadas. Os responsáveis foram conduzidos à delegacia e presos em flagrante. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
A investigação foi concluída pela Polícia Civil e agora segue para análise do Ministério Público.