Canela,

20 de janeiro de 2026

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38 anos de encanto: mais um Sonho chega à reta final e se torna história

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Foto: Cleiton Thiele

Desde o primeiro piscar das luzes, um 2025 que fará parte da memória afetiva de gerações, o Sonho de Natal de Canela transformou-se em mais do que um evento: virou emoção. São 38 anos de brilho, cultura e magia, onde cada Natal é reencontro, cada rua iluminada é um capítulo e cada visita um pedaço da história que a cidade se orgulha de contar.

Nesta 38º edição, muitos momentos merecem aplausos, mas um se eternizou nos corações: o espetáculo “Contos da Catedral: o segredo do Velho Noel”, que consagrou a tradicional descida do Papai Noel pela Catedral de Pedra como a atração mais procurada da temporada. Um espetáculo que ajudou a transformar Canela, mais uma vez, em destino de sonho para milhões de visitantes, atraídos pela emoção de viver um Natal que só existe aqui.

E a tradição pulsou viva também fora do palco principal, espalhada pelas ruas da cidade. A própria comunidade imprimiu sua identidade na decoração natalina, artistas canelenses assumiram o protagonismo, foram coloridos pergolados, espaços públicos e criados novos elementos de decoração que passam a integrar o inventário oficial do Sonho de Natal — um legado que permanecerá disponível para futuras edições do evento.

Foto: Cleiton Thiele

Tudo isso sem perder o brilho das programações que encantam desde os primeiros dias, invadindo as ruas e palcos: cantatas, desfiles, formaturas, atrações musicais e eventos paralelos que ocuparam a Praça João Corrêa e a Aldeia do Sonho ao longo das semanas. Uma programação que entregou emoção, pertencimento e algo que é próprio do Natal de Canela: o lúdico produzido artesanalmente, feito à mão, com cuidado, afeto e identidade.

O Sonho de Natal de Canela segue gratuito até 18 de janeiro, convidando moradores e visitantes a viverem a mais bela tradição da cidade — onde cada luz acesa, cada sorriso e cada abraço contam um pouco da nossa história.

Quando o Sonho virou tradição

A história do Sonho de Natal de Canela começa muito antes de grandes palcos, tecnologias ou produções grandiosas. Ela nasce em 1988, ainda como “Sonho de Um Natal”, a partir de uma ideia simples e ousada: unir a comunidade para iluminar a cidade e criar movimento turístico no período mais fraco do ano. Com campanhas como a Campanha da Lâmpada, o Livro Ouro e mutirões voluntários, o Natal de Canela foi literalmente construído à mão, peça por peça, por quem acreditava que o sonho podia sair do papel.

Nos anos seguintes, o evento cresceu junto com a autoestima da cidade. A decoração artesanal, os símbolos próprios — como a Margarida de Natal — e a participação direta das escolas, artistas e famílias criaram algo que se tornaria a marca registrada do Sonho: o lúdico artesanal, feito com identidade, afeto e pertencimento.

A virada histórica acontece a partir de 1994, quando o evento ganha projeção regional e nacional. É nesse período que nasce aquele que se tornaria o maior diferencial do Sonho: a Chegada do Papai Noel pela Catedral de Pedra, inicialmente com a descida de rapel, transformando a igreja em palco e o Natal em espetáculo vivo.

O auge dessa fase acontece em 1996, considerado por muitos como o ano imbatível do Sonho de Natal. Com mais de 50 voluntários envolvidos, decoração lúdica diurna integrada ao conceito de ecoturismo e uma chegada histórica em que o Papai Noel atravessou 300 metros de tirolesa, Canela entrou definitivamente no mapa dos grandes eventos natalinos do país. A repercussão foi tamanha que a chegada foi transmitida ao vivo em rede nacional, consolidando o evento como referência.

A partir do final dos anos 1990, o crescimento exigiu novos passos. O Sonho passou por uma transição da organização voluntária para a profissionalização, mantendo o espírito comunitário, mas ganhando estrutura, planejamento e reconhecimento institucional. Em 1999, o evento passa a ser oficialmente comandado pelo poder público, com a marca Sonho de Natal regularizada e produções cada vez mais complexas, sem perder o caráter artístico e emocional que o originou.

Descida do Papai Noel – 1997

Ao longo dos anos 2000, o Sonho incorporou novos espetáculos, campanhas solidárias, atrações culturais e formatos que reforçaram seu DNA: um Natal feito de histórias, pessoas e emoção real. Um evento que cresceu, se reinventou e atravessou gerações sem abandonar sua essência.

É esse legado — construído com trabalho coletivo, criatividade artesanal e coragem para inovar — que o 38º Sonho de Natal de Canela honra ao entregar novos elementos cenográficos ao seu inventário e ao manter vivo o mesmo princípio que deu origem a tudo: fazer do Natal uma experiência que se sente, não apenas se assiste.

Até 18 de janeiro

O 38º Sonho de Natal de Canela segue com programação totalmente gratuita até o dia 18 de janeiro. O evento é apresentado por Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura e Prefeitura de Canela. Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. Patrocínio: Havan e Governo do Estado do Rio Grande do Sul – O futuro nos une. Colaboração: Farmácias São João, Sulgás, Space Adventure e Sicredi Pioneira. Parceria: Alpen Park, Cooperativa de Crédito Cresol, Cervejaria Farol, Cervejaria Viking Bier, Corsan, Tintas Coral – Outlet das Tintas, Parque Bondinhos Canela, Parque Terra Mágica Florybal, Pompéia Pryme, Roda Canela e Skyglass. Apoio Especial: Parque do Caracol. Apoio Institucional: Associação Comercial Industrial de Canela – ACIC. Agente Cultural: AM Produções. Financiamento: Pró-Cultura | Secretaria da Cultura RS Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Prefeitura de Canela, Ministério da Cultura e Governo Federal – Brasil, do lado do povo brasileiro. Acesse a programação completa no site sonhodenatal.com.br.

Fotos: Arquivo/Folha de Canela

Este é um Conteúdo de Marca do Sonho de Natal de Canela produzido pela Folha de Canela