Canela,

31 de janeiro de 2026

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Aeroporto de Vila Oliva: RS-476 coloca Canela e São Chico como porta qualificada de turismo e cargas

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Fotos: Divulgação/Prefeitura de Caxias do Sul

Estudos do DAER indicam traçado pela ERS-476 (entroncamento no Saiqui, em Canela); rota encurta acesso ao novo terminal e viabiliza corredor logístico até o litoral

Uma reunião técnica realizada na quinta-feira (22), na sede do DAER em Porto Alegre, reuniu representantes de Canela, Gramado, Caxias do Sul, São Francisco de Paula e Jaquirana para análise inicial do Estudo de Viabilidade Técnico-Ambiental (EVTA) dos acessos ao Aeroporto de Vila Oliva (Caxias do Sul).
O primeiro recorte dos estudos aponta a ERS-476 — com entroncamento na ERS-235 (Saiqui, em Canela) e ligação pela localidade de Juá (São Francisco de Paula) — como melhor traçado para conectar a Região das Hortênsias ao novo terminal.

Por que a RS-476

  • Menor necessidade de obras pesadas e maior facilidade de licenciamento ambiental, segundo o EVTA.
  • Integração direta ao turismo: encurta o trajeto entre Vila Oliva e o eixo Canela–Gramado–São Chico, transformando Canela na porta de entrada para quem chega por avião.
  • Corredor de cargas: a 476 permite, adiante, conexão com a RS-484 (Serra do Umbu), que deve ser alargada e pavimentada, em direção a Maquiné e ao futuro Porto de Arroio do Sal, criando rota estratégica aeroporto-porto.
  • Nova rota interestadual: a pavimentação até Jaquirana, na divisa com Santa Catarina, abre circuito turístico entre Campos de Cima da Serra e as Hortênsias.

“Os estudos de engenharia estão confirmando o que defendemos há tempo: a 476 é o núcleo central dessa malha, servindo produção e turismo. A ligação com a RS-484 projeta um corredor moderno para passageiros e cargas”, avaliaram os prefeitos Gilberto Cezar (Canela) e Thiago Teixeira (São Francisco de Paula), após a reunião no DAER.

O que fica de fora — e por quê

A alternativa pela RS-466 (Ponte do Raposo), ligando Gramado a Vila Oliva, perde força:

  • demanda investimento alto (inclusive nova ponte sobre o Rio Caí);
  • geografia desfavorável ao transporte pesado, com trechos que limitam a 40 km/h, incompatíveis com o escoamento de cargas e pouco atrativos ao fluxo turístico em grande volume.

476 em números e impactos

  • 65 km: extensão prevista de pavimentação da ERS-476 no recorte regional do EVTA.
  • 4 km: diferença média de percurso entre Vila Oliva ↔ Região das Hortênsias quando comparada à 466 — vantagem prática para a 476.
  • Efeito rede: com Vila Oliva (obras adiantadas) de um lado e o Porto de Arroio do Sal (projeto) do outro, as Hortênsias ficam no centro do corredor logístico do Nordeste gaúcho.

O que vem agora

  • Aprofundamento do EVTA: consolidação de traçado, quantificação de obras e medidas ambientais.
  • Licenciamento: alinhamento com FEPAM/SEMA para etapas de licença.
  • Fase executiva: captação de recursos (Estado, Uniões e parcerias) e cronograma de obras.

Voz de Canela

Para o prefeito Gilberto Cezar, a confirmação técnica da 476 “abre um novo momento para Canela e para os Campos de Cima da Serra”:

“Além de nos tornarmos porta de entrada qualificada do turismo, ampliamos a atratividade para investimentos e indústrias pela nossa localização. Área para crescer, Canela e São Francisco de Paula têm — e com infraestrutura, logísticas e qualidade de vida, fechamos o tripé que atrai empresas.”

Resumo executivo

  • Traçado preferencial ao Aeroporto de Vila Oliva: ERS-476 (Saiqui/Canela → Juá/São Chico).
  • Ganho duplo: turismo (rota mais curta e segura) + cargas (integração futura com RS-484 → Maquiné → Porto de Arroio do Sal).
  • Alternativa RS-466: desaconselhada por custo, obras de arte (ponte) e limitações para transporte pesado.
  • Próximos passos: fechar EVTA, licenciar e financiar a implantação.