Canela,

4 de fevereiro de 2026

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Primeiro homicídio do ano em Canela: golpe de faca ocorreu durante briga dentro de residência, autor alega legítima defesa

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A Polícia Civil avançou na apuração do primeiro homicídio registrado em 2026 em Canela, ocorrido após um desentendimento entre pessoas que se conheciam, no bairro São Rafael. A vítima, Marcelo Ferreira, de 51 anos, morreu na tarde de segunda-feira (2), um dia após ter sido ferida com um golpe de faca durante uma briga registrada na noite de domingo (1º).

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (4), o delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, confirmou que o caso está praticamente esclarecido quanto à dinâmica inicial, embora o inquérito siga em andamento para concluir com precisão as circunstâncias e a responsabilidade criminal.

Segundo o delegado, autor e vítima estavam na mesma residência onde ocorreu o fato e, após um desentendimento, houve uma luta corporal rápida. Durante a confusão, o autor teria se apoderado de uma faca que estava sobre a mesa.
“Em princípio, a vítima e ele teriam entrado ali numa luta corporal rápida, e o autor pegou uma faca que estava ali pela mesa, dessas de serrinha de casa, de comer comida, bem pequena — não é faca de cozinha — e atingiu com um golpe a região do tórax da vítima”, relatou o delegado.

O ferimento evoluiu e Marcelo acabou não resistindo, vindo a óbito no dia seguinte. Conforme Vladimir Medeiros, a ocorrência teria sido inicialmente atendida pela Brigada Militar como caso de lesão corporal, sem, naquele primeiro momento, uma comunicação de alerta maior relacionada à gravidade.

“Era lesão corporal, só que a extensão da lesão fez com que a vítima viesse a falecer no outro dia”, explicou.
O corpo da vítima foi encaminhado para necropsia, que deve apontar com maior precisão a causa da morte e detalhes sobre o ferimento. O delegado ressaltou que esses dados serão fundamentais para o andamento do inquérito.

A investigação também já colheu depoimentos de testemunhas, que teriam confirmado a versão inicial dos fatos. Um ponto destacado pela Polícia Civil é que, após o golpe, o próprio autor teria acionado vizinhos para pedir socorro à vítima.
“Algumas testemunhas relataram o mesmo. O autor teria sido quem acionou vizinhos pra socorrer a vítima”, informou Vladimir.

Sobre o posicionamento do suspeito, o delegado confirmou que ele se apresentou e, formalmente, permaneceu em silêncio. No entanto, teria alegado, ainda que de forma informal, que agiu para se defender durante a briga.
“Ele formalmente ficou em silêncio, mas ele alega legítima defesa”, disse.

A Polícia Civil segue com o inquérito para reunir todos os elementos técnicos e testemunhais que permitam esclarecer o contexto completo da briga, incluindo a motivação do desentendimento, as circunstâncias do uso da faca e a eventual caracterização — ou não — de legítima defesa.

A Folha acompanha o caso e atualizará as informações conforme o avanço da investigação e a conclusão dos laudos periciais.