A arte de pensar é a manifestação mais sublime da inteligência. Todos pensamos, mas nem todos desenvolvemos qualitativamente a arte de pensar. É por esse motivo que não expandimos as funções mais importantes da inteligência, tais como aprender a se interiorizar, destilar sabedoria diante das dores, trabalhar as perdas e frustrações com dignidade, agregar ideias, pensar com liberdade e consciência crítica, romper ditaduras intelectuais e gerenciar com maturidade os pensamentos e emoções nos focos de tensão.
Muitos homens inteligentes brilharam no passado e nos deixaram excelentes contribuições, mas eles não eram fontes de inteligência. Houve um homem que viveu há muitos séculos e que não apenas brilhou em Sua inteligência, mas teve uma personalidade intrigante, misteriosa e fascinante. Ele conquistou uma fama indescritível. Todavia, em detrimento de Sua enorme fama, algumas áreas fundamentais da Sua inteligência ficaram pouco conhecidas. Ele destilava sabedoria diante das Suas dores e era íntimo da arte de pensar. Esse homem foi Jesus Cristo. A história de Cristo teve particularidades em toda a Sua trajetória. Ele abalou os alicerces da história humana por intermédio da Sua própria história.
Seu viver e Seus pensamentos atravessaram gerações e varreram os séculos. Ele não cresceu debaixo da cultura clássica da época; contudo, ao abrir a boca, manifestou princípios de inconfundível complexidade. Embora tendo apenas trinta anos, Jesus confundiu profundamente a inteligência dos homens mais cultos. Os escribas e fariseus, que eram intérpretes e mestres da lei e possuíam uma cultura milenar e rica, ficaram chocados com Seus pensamentos. Sua vida sempre foi árida, sem nenhum privilégio econômico e social; entretanto, ao invés de Se preocupar com as Suas próprias dores, Ele Se preocupava com as dores e necessidades alheias.
Cristo vivenciou sofrimentos e perseguições desde a infância, mas, mesmo assim, Ele não desenvolveu uma emoção agressiva e ansiosa; pelo contrário, exalou tranquilidade diante das mais tensas situações e ainda tinha fôlego para discursar sobre o amor de Deus. Com certeza, qualquer leigo, ou até mesmo os que se dizem ateus, concordarão que Colossenses 1:19, onde está escrito: “porque aprouve a Deus que, nEle, residisse toda a plenitude”, é uma realidade eterna, uma vez que a conduta de Cristo ficará para sempre registrada na história da humanidade.
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