Quem for ao Ginásio Carlinhos da Vila na próxima segunda-feira (16), quando começa a Série Bronze de Futsal, ou na terça (17), com a abertura do torneio de vôlei, certamente vai se surpreender.
O ginásio mudou.
Desde a última segunda-feira, voluntários se juntaram ao Departamento Municipal de Esporte e Lazer e também a servidores da Secretaria de Obras para realizar uma verdadeira força-tarefa de melhorias no espaço.
Na quadra, houve troca de parquet em pontos danificados, colagem e lixação em outras áreas e pintura completa, incluindo as linhas de demarcação, área de jogo e goleiras. Os bancos de reservas também foram renovados.
Os banheiros do público receberam manutenção e pintura. Arquibancadas passaram por reparos e diversos pequenos problemas foram corrigidos.
Grande parte desse trabalho aconteceu à noite e contou, em sua maioria, com mão de obra voluntária.
O resultado foi uma mudança significativa na imagem do único espaço público capaz de receber as principais competições esportivas de Canela.

É justo destacar algumas contribuições importantes. Os amigos Marcelo e Luciano Debacco, do Outlet das Tintas, ajudaram com a doação de tinta. Algo semelhante já havia acontecido no torneio de vôlei de areia, com apoio de voluntários e material cedido pela Hanel Madeiras Tratadas. Na Celulose, empresários também auxiliaram com refletores, materiais e mão de obra.
Fica aqui o agradecimento deste colunista a todos que se envolveram.
Claro que ainda há muito a melhorar para que Canela tenha a estrutura esportiva ideal. Mas é impossível ignorar o quanto se avançou em apenas dois meses e meio.
Quando o poder público permite e abre espaço para a participação, a comunidade deixa a arquibancada e entra em quadra.
Nesse processo, é justo reconhecer o trabalho da equipe do DMEL, agora liderada por Marcelo Savi, a mudança de visão na condução da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer, hoje sob responsabilidade do Tolão, e também a orientação do prefeito Gilberto Cezar.
Até pouco tempo atrás, tudo parecia impossível. Para se ter uma ideia, a Folha chegou a oferecer uma estrutura para transmissões ao vivo que ficaria permanentemente no ginásio. A proposta foi recusada pela gestão anterior.
Enquanto isso, surgiam sempre projetos caros e complexos que dificilmente sairiam do papel — ou que levariam anos para acontecer.
Agora, uma semana de trabalho voluntário, organizada de forma simples e objetiva, resolveu boa parte dos problemas mais urgentes do ginásio.
O esporte, aliás, ensina lições que poderiam inspirar outros setores da administração pública. Mostra que, muitas vezes, o que falta não é recurso, mas disposição para fazer.
Quando a gestão abre espaço e a comunidade participa, nasce algo ainda mais importante: o sentimento de pertencimento.
E quando as pessoas sentem que aquele espaço também é delas, passam a cuidar melhor dele.
Há ali um pouco do esforço e do suor de todos.
No esporte, como na vida pública, boas equipes viram jogos difíceis.
E quando a comunidade entra em quadra, a cidade inteira joga junto.