O presidente da Câmara de Vereadores de Canela, Felipe Caputo, esteve em Porto Alegre para uma reunião com representantes do Instituto Geral de Perícias (IGP-RS) buscando avançar nas tratativas para implantação de um posto de emissão de carteira de identidade no município.
O encontro reuniu a diretora do Departamento de Identificação do IGP, Kátia Bittencourt, e o chefe da Divisão Capital e Região Metropolitana do instituto, Eduardo Lourenço. Também participaram o secretário municipal da Fazenda, Luciano Melo, e a assessora parlamentar da deputada estadual Delegada Nadine, Cibele Oltramari, que acompanha o processo junto à Assembleia Legislativa.
Canela chegou a contar com um posto de identificação no passado, mas o serviço foi descontinuado há mais de 15 anos. Atualmente, moradores precisam se deslocar até São Francisco de Paula para emitir o documento.
Segundo dados apresentados durante a reunião, entre 100 e 150 moradores de Canela realizam esse deslocamento semanalmente. A situação foi destacada pelo vereador Felipe Caputo, que apontou a necessidade da retomada do serviço no município.
“A gente tem uma população maior que Gramado e a demanda não está sendo atendida. O pessoal está indo tudo para São Francisco”, afirmou o presidente da Câmara durante o encontro.
A reunião também tratou dos requisitos técnicos e documentais para a assinatura do Termo de Cooperação entre o município e o IGP. O espaço indicado para receber o posto é o Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação de Canela (CIDICA), estrutura municipal que já abriga outros serviços públicos há mais de cinco anos.
Conforme os representantes do IGP, após a publicação do termo no Diário Oficial, o processo poderá avançar rapidamente, incluindo treinamento da equipe responsável e início das atividades ainda neste ano.
A estrutura necessária para funcionamento inicial do posto é considerada simples, com necessidade de dois computadores, uma impressora e um scanner, permitindo atendimento estimado entre 60 e 70 pessoas por dia.
Inicialmente, o posto deve operar em modelo offline, com utilização de fichas e malote, migrando posteriormente para um sistema online com emissão integrada de documentos. “Seguimos trabalhando, dialogando e buscando soluções que facilitem a vida da nossa população”, destacou Felipe Caputo.