O que faz grupos folclóricos de diferentes países cruzarem continentes e voltarem, ano após ano, a Nova Petrópolis? A resposta vai além da programação artística. O acolhimento da comunidade, a organização do evento e o intercâmbio cultural fazem do Festival Internacional de Folclore um dos mais reconhecidos encontros do gênero, atraindo delegações que mantêm uma relação duradoura com a cidade.
Realizado entre os dias 16 de julho e 2 de agosto, o festival chega à sua 53ª edição reunindo grupos nacionais e internacionais que encontram em Nova Petrópolis não apenas um palco para apresentações, mas um espaço de convivência, troca de experiências e fortalecimento de amizades.
Um exemplo é o grupo chileno Takina I Te Ahi, participante frequente do evento. Para o coordenador geral Jonathan Morales, o festival tornou-se uma referência internacional. “Para nós, é um palco muito importante. É um festival com uma longa história e perfeito em todos os sentidos. Pela organização, tornou-se um festival modelo que apresentamos aos novos integrantes do grupo. E nós, que já participamos há tantos anos, também adoramos voltar.”
Segundo ele, o principal motivo para retornar não está apenas na estrutura do evento, mas na forma como os visitantes são recebidos pela comunidade. “Voltamos por causa das pessoas de Nova Petrópolis. O carinho e o acolhimento fazem com que nos sintamos sempre bem-vindos. A cada edição somos recebidos como se fosse a primeira vez.”
Experiências que vão além do palco
Além das apresentações, o festival promove momentos de integração entre artistas de diferentes nacionalidades. Nas oficinas culturais e em atividades como as Oficinas Mãos, Passos e Panelas da Diversidade, participantes compartilham tradições, costumes e experiências, fortalecendo laços mesmo quando não falam o mesmo idioma.
Essa convivência também é destacada pelo Grupo Sarandeiros, de Minas Gerais, que participa do festival desde 2010.
De acordo com o coordenador Gustavo Côrtes, um dos diferenciais do evento é seu caráter não competitivo. “É um festival acolhedor, de amizade e não competitivo. Todos estão aqui para apresentar a cultura de seus estados e de seus países, celebrando a diversidade, a tolerância e a paz. Isso faz toda a diferença.”
Entre as lembranças mais marcantes do grupo está uma apresentação realizada durante um intenso inverno na Serra Gaúcha. “Já dançamos com o palco coberto de geada, apresentando coreografias do Boi-Bumbá, e o público permaneceu ali, firme, nos aplaudindo. Aquilo nos deu ainda mais energia para dançar.”
Ao longo das participações, também foram construídas amizades com integrantes da organização, monitores, fotógrafos e moradores da cidade, vínculos que permanecem mesmo após o encerramento de cada edição.
Cultura que aproxima povos
Ao longo de mais de cinco décadas, o Festival Internacional de Folclore consolidou Nova Petrópolis como um importante ponto de encontro entre culturas de diferentes partes do mundo.
Para muitos grupos, participar do evento significa não apenas divulgar suas tradições, mas conhecer novos costumes, compartilhar vivências e criar conexões que permanecem por muitos anos.
Como resume Jonathan Morales, do Chile: “Para nós, Nova Petrópolis é a nossa segunda casa. Sentimos que conhecemos a cidade tão bem que poderíamos passar por moradores locais.”
O 53º Festival Internacional de Folclore acontece de 16 de julho a 2 de agosto, na Rua Coberta de Nova Petrópolis, com entrada gratuita.
O evento é realizado pela Prefeitura de Nova Petrópolis, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, em parceria com a Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs, com apoio da IOV Brasil e financiamento do Pró-Cultura RS, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Estado. Conta ainda com patrocínio master de Dakota, Randoncorp e Sicredi Pioneira, além do patrocínio de Banrisul, Corsan, Suibom, Gula Alimentos, Padaria Petrópolis e DGT Monitoramento.