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Obra na Osvaldo Aranha motiva reunião com MP, Prefeitura, vereadores e comerciantes

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Os transtornos causados pela obra de transposição do Arroio Santa Terezinha, no centro de Canela, e a reclamação de comerciantes da Av. Osvaldo Aranha motivou uma reunião envolvendo a Associação Comercial e Industrial de Canela, Prefeitura, vereadores e Ministério Público.

A obra é objeto de um acordo feito entre a Promotoria de Justiça de Canela e a Prefeitura, com o objetivo de desviar o arroio para o leito da Av. Osvaldo Aranha e Rua Paul Harris, saindo de baixo do Edifício Querência e do posto de combustível, como se encontra hoje.

Por risco iminente de desabamento, com base em laudo de engenheiros, o MP havia interditado o prédio e o complexo do posto e determinado o imediato início da transposição.

Ocorre que por recursos e atrasos no trâmite de licitação, as obras iniciaram apenas na metade de setembro. Na sequência, uma denúncia ao Ministério Público do trabalho acabou fazendo a obra ficar paralisada mais 20 dias, sendo retomada apenas nesta semana.

Durante todo este período, o trânsito está bloqueado nas duas ruas, sendo a Osvaldo Aranha a principal via de entrada do turista na cidade.

Soma-se o fato de que em breve inicia o Sonho de Natal, comerciantes buscaram uma alternativa para o fato, tentando contato com Promotoria de Justiça, vereadores e Prefeitura.

Segundo eles, o comércio do entorno da obra é responsável por 300 empregos diretos e que já houve uma redução de 70% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado em razão da obra. Os comerciantes disseram aos vereadores, antes da sessão ordinária da última segunda, que existe o risco de demissões e até mesmo de fechamento de empreendimentos comerciais.

Obra de transposição do Arroio Santa Terezinha

Publicado por Jornal de Canela em Terça-feira, 6 de novembro de 2018

A obra

Em conversa com o responsável pela obra, o mestre de obras da empresa vencedora da licitação, a reportagem da Folha apurou que, além da denúncia ao MPT, que paralisou o trabalho por 20 dias, outros fatores atrasaram os trabalhos, como a existência de uma viga no meio da Osvaldo Aranha, envolvendo cabos de telefone e internet da empresa Oi, a qual não era de conhecimento de quem elaborou o projeto. Essa viga obrigou uma mudança na direção da galeria, trazendo a escavação para o centro da avenida, fazendo com que o trânsito ficasse totalmente bloqueado e não apenas em uma via como era o planejamento da Prefeitura.

Além disso, ainda na Osvaldo Aranha, foram encontradas mais rochas do que o planejado, o que forçará mais trabalho de detonação.

Assim, o encarregado da empresa acredita que a Paul Harris possa ser liberada antes do feriado de 15 de novembro e a Osvaldo Aranha no final deste mês ou início de dezembro, se tudo correr bem.

Prejuízos

Os prejuízos do comércio local são evidentes, pois as ruas estão desertas. Além disso, outras entradas da cidade também estão em obras, atrapalhando a mobilidade urbana e gerando diversas reclamações da comunidade.

Por fim, a reportagem da Folha flagrou uma discussão entre o encarregado da empresa e uma comerciante. Segundo ela, os empresários sabem que não contarão com a decoração de natal nos próximos 20 dias.

“É um prejuízo muito grande. Em um ano como este, no único momento que poderíamos buscar um equilíbrio, somos prejudicados por esta obra. Quem vai pagar esta conta?”, questiona a comerciante.

Reunião para buscar soluções

A reportagem da Folha entrou em contato com MP, Prefeitura e Acic, mas, até o fechamento desta matéria ainda não havia recebido resposta.

O que se sabe é que uma reunião aconteceu hoje pela manhã, na Prefeitura, para buscar soluções para o problema, mas que, em um primeiro momento, o Ministério Público não aceitou a paralisação da obra e novas informações podem surgir a qualquer momento.

Fotos e vídeo: Francisco Rocha